“A paz não se encontra, ela se constrói. Tijolo por brutal tijolo, com mãos que antes sabiam lutar, mas agora escolhem abraçar.” A poderosa declaração da poeta e ativista nigeriana Maryam Bukar Hassan, conhecida artisticamente como Alhanislam, marcou sua estreia como Defensora Global da Paz das Nações Unidas em 27 de julho, durante o festival SummerStage, no Central Park, em Nova Iorque.
Diante de mais de 3 mil pessoas, Maryam apresentou sua performance poética intitulada “Peace is a Verb” (“A paz é um verbo”), entrelaçando narrativas pessoais com um chamado urgente à construção da paz, especialmente em contextos afetados pela violência, desigualdade e deslocamento.
Ao lado de artistas africanos de destaque, como Elida Almeida, de Cabo Verde, e Femi Kuti, da Nigéria, Maryam representou uma nova geração de vozes africanas que unem arte, ativismo e feminismo para promover transformação social.
Nos próximos dois anos, Maryam atuará para ampliar a visibilidade das agendas de Mulheres, Paz e Segurança (WPS) e Jovens, Paz e Segurança (YPS), além de promover iniciativas ligadas ao peacebuilding (construção da paz) e às operações de manutenção da paz. A artista utilizará sua voz criativa e abordagem inovadora para dialogar com públicos que vão além dos formatos tradicionais da ONU.
Nascida no norte da Nigéria, Maryam tem se destacado como poeta, artista da palavra falada e ativista, abordando temas como direitos das mulheres, empoderamento da juventude e justiça social. Suas apresentações já ecoaram de Roma a Kampala e na sede da ONU em Nova Iorque, sempre com foco na resiliência de comunidades marginalizadas e no poder da expressão artística para inspirar mudanças.
Sua nomeação representa um marco: ela é a primeira pessoa a ocupar o cargo de Defensora Global da Paz no âmbito do Pilar de Paz e Segurança das Nações Unidas, coordenado conjuntamente pelos departamentos de Operações de Paz (DPO) e Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz (DPPA).